Imagine a cena: você entra no elevador após o trabalho e, enquanto a cabine desliza suavemente, aproveita para se desligar da rotina. Esse transporte é tão integrado ao dia a dia que mal pensamos em como ele funciona. Mas longe dos olhos do passageiro, o verdadeiro maestro desse movimento é o quadro de comando elétrico. Quando esse coração silencioso começa a envelhecer, o condomínio inteiro sente o reflexo.
Manter a infraestrutura dos edifícios atualizada é um dos maiores desafios da gestão condominial moderna. No caso dos elevadores, o desgaste nem sempre é visível na cabine bonita ou no espelho bem polido. A verdadeira necessidade de mudança costuma se esconder atrás das portas trancadas da casa de máquinas.
Sinais de que o sistema elétrico está sobrecarregado
Assim como nosso corpo dá sinais quando algo não vai bem, o elevador emite alertas claros quando a vida útil do quadro elétrico chega ao fim. O sintoma mais evidente é a frequência de paralisações: se ele quebra constantemente, o problema costuma ser elétrico, não mecânico. Outro sinal clássico é o desnível que forma um degrau em relação ao piso do andar. Viagens com solavancos, barulhos na frenagem, luzes piscando e aumento repentino na conta de luz do condomínio completam a lista dos sintomas de um sistema defasado.
Benefícios da modernização: economia de energia, conforto e valorização do patrimônio
Insistir em manutenções paliativas em um quadro elétrico antigo é o famoso “barato que sai caro”. A reforma tecnológica, por outro lado, substitui os sistemas defasados por comandos eletrônicos microprocessados com inversores de frequência (VVVF), transformando a rotina do edifício.
Na prática, os ganhos são imediatos:
- Conforto e segurança – movimentação suave do elevador, eliminando trancos em partidas e paradas, com nivelamento milimétrico nos andares.
- Economia real – redução do consumo de energia elétrica em até 40% por meio do gerenciamento inteligente do fluxo e diminuição drástica dos gastos com peças de reposição raras.
- Valorização – garantia do conforto acústico e térmico do prédio, valorizando o patrimônio.
Thiago Garritano, gerente-geral da filial Rio de Janeiro da Atlas Schindler – empresa que está há 108 anos no mercado brasileiro, é líder nacional em transporte vertical e atua na fabricação, instalação, modernização e manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes –, nos ajuda a entender as vantagens de se realizar a reforma tecnológica nos elevadores: “Tal modernização vai muito além da estética. Com a substituição do painel de comando, é possível alcançar até 30% de economia no consumo de energia, potencializada por recursos como o modo stand-by (que reduz o consumo quando o equipamento está inativo) e o comando regenerativo (que reaproveita a energia gerada pelo funcionamento do elevador e a devolve à rede elétrica do condomínio).”
O especialista ressalta também os benefícios da modernização dos elevadores para os moradores: “Viagens mais silenciosas, partidas e paradas suaves, maior precisão no nivelamento dos andares e respostas mais rápidas aos chamados, unindo eficiência, conforto e sustentabilidade.”
Normas técnicas e segurança em primeiro lugar
A reforma do quadro elétrico não é estética, mas uma exigência de segurança regulada pela ABNT, por meio da NBR 15597, que estabelece os requisitos de segurança para a modernização de elevadores existentes.
Ao contrário dos painéis antigos, os sistemas modernos contam com protetores contra surtos elétricos e o recurso de resgate automático, que leva a cabine até o andar mais próximo e abre as portas em caso de falta de energia. Essa atualização elimina o risco de curtos-circuitos e incêndios, protegendo a integridade dos passageiros.
Papel do síndico: responsabilidade civil e aprovação em assembleia
Como representante legal do edifício, o síndico carrega a responsabilidade civil e criminal pela segurança das instalações, e negligenciar sinais de alerta em elevadores pode resultar em graves processos. Por isso, a decisão de reformar o sistema elétrico exige gestão eficiente, transparência e embasamento técnico, começando por laudos credenciados pelos órgãos municipais (GEM) e pelo Crea.
À frente do Condomínio Barrabella – um complexo administrado pela Cipa na zona sudoeste do Rio de Janeiro –, a engenheira civil, calculista e síndica profissional Fabiane Tamanqueira vivenciou esse desafio na prática.
“Nosso principal alerta foi o volume de ordens de serviço. Quando ultrapassamos um chamado por dia, iniciamos a modernização. O sistema antigo tinha quatro décadas sem atualização e fazia o elevador descer até o térreo antes de atender chamados superiores, um problema grave para um apart-hotel, que gera um enorme desperdício de energia”, contextualiza.
Para obter a aprovação dos moradores, apresentar o projeto com detalhamento dos custos, do prazo e do retorno financeiro gerado pela economia de luz foi fundamental.
“Aprovar uma obra desse porte exige dados. Levamos à assembleia os indicadores para a modernização do sistema, que incluíram a substituição de todos os itens elétricos e eletrônicos – o quadro de comando completo, as botoeiras de pavimento e o painel central de botões das cabinas. Como números sólidos eliminam dúvidas e pela nossa escala – temos 20 elevadores –, dividimos o projeto em etapas para garantir o fluxo e a segurança. Começamos pelos de serviço, concluídos em seis meses. O parcelamento em 18 vezes terminou em junho, o que nos dá fôlego financeiro para iniciar os elevadores sociais”, explica Fabiane.
Investir na atualização do quadro elétrico é garantir que o vaivém diário do edifício continue sendo exatamente o que deve ser: seguro, silencioso e imperceptível.
Serviço:
Atlas Schindler
0800 05501918/(11) 9332-8527
schindler.com.br
instagram.com/atlas.schindler/
deixe seu comentário
posts relacionados
A importância da manutenção para minimizar custos com revitalização
Existe um momento específico em que o jardim do condomínio vira problema. Não é quando a primeira planta morre. Não é quando a grama começa a ralear. É quando... Saiba mais!
Cuidados para que o barato não saia caro em uma reforma condominial
reformaQuem nunca ouviu falar de uma situação assim ou passou por ela? A proposta chegou 40% mais barata que as outras duas, com prazo de execução menor e pagamento... Saiba mais!
A lavanderia coletiva virou o lugar onde as pessoas se encontram
Quando o condomínio instalou a lavanderia coletiva, o objetivo era prático. Liberar espaço nos apartamentos menores, reduzir o consumo de energia e água e oferecer equipamentos de qualidade para... Saiba mais!
Terceirização se torna uma ferramenta estratégica de gestão condominial
Contratação gera economia de até 30%, mas exige cuidado com leis trabalhistas A terceirização de serviços é uma prática que gera medo e desejo nos síndicos. Por uma... Saiba mais!

