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Caixas de gordura: escondidas, sim, menos importantes, jamais!

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Saiba o que fazer para manter a sua caixa de gordura em perfeito funcionamento

Prevenir é remediar, certo? E com as caixas de gordura dos condomínios não é nada diferente. Elas são de extrema importância para garantir a correta eliminação dos resíduos. Embora fiquem escondidas na área subterrânea do condomínio, as caixas de gordura são as responsáveis por impedir que haja contaminação da rede de água distribuída aos moradores, dado que retêm as partículas que acabam por entupir a rede de esgoto. Percebe, então, a importância delas? 

Portanto, para que as caixas de gordura funcionem como uma barreira aos detritos e evitem entupimentos, Joel Rodrigues, gerente da Desentupidora J. Costa, alerta para alguns cuidados que devem ser tomados pelos síndicos para evitar problemas. O primeiro deles é fazer uma análise completa do estado em que a caixa de gordura se encontra. “É necessário que sejam removidos os resíduos, que se verifique o estado de conservação, se há rachaduras que estejam causando infiltração (pois os mesmos resíduos podem contaminar o lençol freático), além de conferir também a impermeabilização. E mais: o sifão precisa estar em funcionamento para que a gordura não seja direcionada para as redes de esgoto”, explica. Ou seja, não adianta deixar a averiguação da caixa de gordura para depois. Muito menos a sua limpeza! 

De acordo com o gerente Joel Rodrigues, a caixa deve ser limpa periodicamente, evitando, assim, que o prédio seja prejudicado pelos dejetos, o que colabora, inclusive, para que não haja o aparecimento de insetos como baratas e até mesmo escorpiões. “A limpeza pode ser realizada no decurso de 90 dias, quatro meses ou até seis meses. Dependendo do uso da caixa de gordura do condomínio, a limpeza deve ser feita até uma vez por mês, pois está intimamente relacionada com o seu estado de conservação”, alerta ele, acrescentando que, caso a caixa de gordura não seja limpa da forma devida e no prazo correto e estabelecido por uma empresa profissional, poderão ocorrer danos à própria estrutura da caixa com o acúmulo de resíduos, além de entupimento.

A síndica Vanessa da Silva Pimenta, do Condomínio do Edifício Drumond, na zona norte do Rio de Janeiro, realiza a manutenção das duas caixas de gordura do seu condomínio a cada seis meses com uma empresa especializada. Mas, para ela, que comanda o prédio de 13 apartamentos, evitar o acúmulo de resíduos é um dos principais fatores para impedir possíveis contratempos. “Solicitamos sempre aos moradores que não joguem sedimentos gordurosos pela pia da cozinha, pois isso prejudica bastante a limpeza das caixas de gordura”, atesta.

O gerente da Desentupidora J. Costa concorda. “O ideal é evitar jogar óleo de cozinha na tubulação e, se possível, fazer a reciclagem de todo esse material. Alguns condomínios já possuem, sob orientação do síndico, o local próprio para descarte”, aconselha ele, reforçando que a limpeza deve ser realizada diretamente na caixa de gordura, e não especificamente pelo morador. 

Para manter a caixa de gordura asseada, existem algumas opções. Portanto, Joel Rodrigues indica o uso do caminhão a vácuo. “Esse sistema recolhe, por sucção, os resíduos que serão posteriormente descartados em estações de tratamento devidamente autorizadas”, observa. Sobre as pastilhas usadas para limpeza das caixas de gordura e a dissolução de resíduos, ele é categórico: “Eu desconheço, pois o resultado não é o esperado. O mais indicado é justamente utilizar a sucção dos resíduos, objetivando a remoção do conteúdo e o seu descarte adequado, respeitando os cuidados necessários em todo o processo”, completa. 

Vanessa também utiliza o caminhão a vácuo por sucção. “É eficiente, rápido e higiênico. Ele executa a limpeza por sucção a alto vácuo, por meio de uma bomba equipada com um tanque reservatório, que transporta os despejos para uma estação de tratamento. 

A síndica já enfrentou problemas por conta de um vazamento na caixa de gordura: “Houve o transbordamento de resíduos que, em razão do acúmulo, entupiu. Isso ocorreu assim que assumi a sindicatura. Tudo começou quando um vizinho, ao realizar uma obra em seu apartamento, direcionou a água pluvial para ser despejada na caixa de gordura, resultando nisso. Reparamos o problema retirando essa ligação direta”, relembra.

Outro ponto que deve ser observado é que não são todos os que podem ter acesso à caixa de gordura. Joel Rodrigues diz que somente os responsáveis pela manutenção do condomínio têm cartão verde para mexer na caixa. No condomínio de Vanessa, por exemplo, só podem ir ao local o síndico, o subsíndico e os dois moradores do térreo onde se localizam as caixas de gordura. “A responsabilidade pela limpeza fica por conta do síndico e do subsíndico, visto que não é o tipo de serviço que precise ser aprovado em assembleia. Por conta própria, eles mesmos podem marcar a data da limpeza com a empresa responsável. Também não é necessário aviso prévio aos condôminos, uma vez que o procedimento não afeta a rotina do prédio”, afirma Vanessa.

 

Reciclagem é solução para dar um destino aos resíduos 

E os resíduos, para onde devem ser levados? Uma saída é justamente reciclar o material. “Com a coleta desses detritos, vende-se o material reciclado, revertendo em verba extra para o condomínio”, indica Joel Rodrigues sobre a prática cada vez mais comum entre os condomínios que prezam por tornar a administração mais sustentável, causando, assim, menos prejuízos ao meio ambiente. No entanto, Vanessa diz que, atualmente, não é mais adepta da reciclagem por uma questão interna. “Tentamos por um período fazer a reciclagem desse material, mas infelizmente não funcionou com os moradores. Então, mantivemos somente a higienização das caixas de gordura”, finaliza. 

 

Serviço: 

Desentupidora J. Costa
(21) 2568-1000/96464-4277
desentupidorajcosta.com.br

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