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De olho no vazamento de gás

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Saiba quais são as providências necessárias para evitar acidentes

 

Recentemente, acidentes relacionados com vazamentos de gás que terminaram em tragédia tomaram conta dos noticiários. Em junho deste ano, um jovem casal foi encontrado morto no Leblon, bairro da zona sul carioca, por intoxicação depois que um equipamento, localizado no banheiro, vazou gás. Diante desse fato, é natural que se pergunte: seria possível evitar a morte de Matheus Correia Viana e Nathalia Guzzardi, de apenas 30 anos? E quais medidas de prevenção devem ser tomadas pelo condomínio para evitar tragédias como essa?

Segundo Eduardo Cunha, sócio-gestor da OTN Gás, o recomendável é realizar uma manutenção a cada ano de uso nos fogões e aquecedores residenciais, e a cada seis meses nos aparelhos de uso comercial. “O que mata é o monóxido de carbono, produto da queima do gás, quando não é conduzido para fora do ambiente no qual o aparelho a gás está instalado. Isso acontece por falta de ventilação permanente no local, ventilação inferior pelo corte e pela porta, instalação de veneziana superior ou, ainda, pela não fixação de básculas, que ficam conjugadas com a instalação correta da chaminé do aparelho. Infelizmente, ainda vemos notícias assim por falta de conhecimento e atenção por parte dos moradores dos imóveis”, explica.

De acordo com a Lei Estadual nº 6.890/2014 aplicada no Rio de Janeiro, todo usuário de gás, seja de botijão, seja canalizado, deve realizar em seu imóvel uma inspeção a cada cinco anos para verificar se instalações e aparelhos a gás estão em conformidade com as normas técnicas de segurança vigentes. Essa vistoria deve ser contratada pelo morador e feita por uma empresa credenciada pelo Inmetro. Porém, a falta do laudo não configura irregularidade, dado que, por causa da pandemia de Covid-19, o prazo para a realização foi prorrogado para março de 2023.

Para Eduardo Cunha, outra forma seria executar um teste de estanqueidade nas instalações para verificar se há ou não escapamento na tubulação. “As condições de ligação dos aparelhos a gás em cada unidade devem ser verificadas, além dos locais onde estão fixados e/ou instalados, observando tubos flexíveis e registros de segurança”, ensina.

De acordo com a síndica profissional Vanda Araújo, a vistoria anual faz parte das exigências dos condomínios que administra na zona norte carioca, de 20, 23 e 51 unidades. Ela também aposta na conscientização dos moradores, por meio de circulares que alertam para que façam a vistoria de seus fogões e aquecedores. “Inclusive, nos prédios mais antigos, em que os aquecedores ficam nos banheiros, deve haver fiscalização e os condôminos precisam ser avisados de como deve ser feita essa vistoria. A porta do banheiro, por exemplo, tem de ter uma abertura. Outra exigência é uma chaminé saindo pelo basculante”, alerta.

Por outro lado, Eduardo Cunha avisa que o aquecedor dentro de boxe é muito perigoso, pois os gases que são produto da queima ficam no ambiente e podem levar à morte. “Essa modalidade não é permitida. E se você ou alguém que conhece ainda tem aquecedores dentro do boxe, é importante orientar que seja remanejado para um local ventilado”, diz Eduardo, acrescentando que os maiores problemas encontrados são: banheiros sem ventilação permanente; banheiros que possuem aquecedores com básculas fechadas e portas sem a devida ventilação; objetos que atrapalham a circulação no interior das cabinas de medidores, como bicicletas, arquivos etc.; chaminés instaladas de forma incorreta, saindo do aquecedor e sem estarem conectadas ao terminal T, que fica no lado externo; chaminés que têm descida em seu percurso, favorecendo o retorno do monóxido de carbono ao ambiente; e, ainda, chaminés remendadas em outra com diâmetro menor ou sem o acabamento correto.

 

Síndicos têm responsabilidade legal. Entenda

 

A Inspeção Periódica do Gás (IPG) foi determinada pela Lei Estadual nº 6.890/2014, que dispõe sobre a obrigatoriedade da inspeção quinquenal de segurança nas instalações de gás das unidades residenciais e comerciais supridas por gases combustíveis no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com Eduardo Cunha, o síndico tem sua responsabilidade solidária e direta no cumprimento dessa lei. “Essa inspeção verifica 72 itens e ocorre de cinco em cinco anos para cada condomínio. As empresas inspetoras são os Organismos de Inspeção Acreditados pelo Inmetro (OIA) e estão disponíveis no site do Inmetro para realizar as IPGs. Ou seja, o síndico pode contratar uma OIA e, depois da vistoria e com o laudo na mão, pedir que os condôminos realizem o conserto das anomalias encontradas”, explica ele, acrescentando que uma cópia da inspeção vai para a Naturgy, empresa responsável por tomar as medidas necessárias de acordo com a gravidade da anomalia, dando ao cliente um prazo para sua resolução. “Na pior das hipóteses, a companhia de gás pode cortar o gás do cliente por uma questão de segurança”, observa.

O PI do gás, apesar de estar localizado numa parte comum ao condomínio, também é de responsabilidade do síndico. O sócio-gestor da OTN Gás lista os principais problemas que podem ser observados nele: possibilidade de escapamento nas medidas ao alto das instalações; acessibilidade ao local sem objetos que possam impedir seu acesso ; afastamento das ramificações de gás de outras instalações; e presença de iluminação feita com luminária antiexplosão na cabina de medidores.

Logo, todo cuidado é pouco. Como o gás, em sua essência, é inodoro – mas tanto o gás liquefeito do petróleo (GLP) quanto o gás natural (GN) são odorizados para que seus usuários possam sentir sua presença em caso de escapamento – existe uma confusão entre escapamento de gás e vazamento de monóxido de carbono (CO ¬₂). “OCO ₂ é o produto da queima do gás que pode saturar o ambiente onde se encontram, geralmente, aquecedores a gás sem ventilação permanente no local onde estão instalados. Portanto, alguns cuidados, como a verificação da ligação dos aparelhos a gás por tubos flexíveis e registro de segurança e a ventilação permanente do ambiente, bem como o estado e a conformidade de chaminés, devem fazer parte da observação dos usuários que, ao sentir a ocorrência de vazamentos, providenciem o atendimento com empresas que possam fazer uma inspeção em seus domicílios a fim de evidenciar anomalias, indicando, portanto, as adequações necessárias para o consumo de gás com segurança”, avisa Eduardo, relembrando que, durante um atendimento a um cliente com escapamento de gás em registro de segurança, que estava em local confinado e perto de ponto de energia elétrica de aparelho com acendimento eletrônico, conseguiu evitar uma tragédia. “Realizamos o remanejamento do ponto do aparelho de modo que o registro de segurança desse fogão fosse instalado em local ventilado e de fácil acesso ao usuário”, aponta o empresário. “Trabalhamos sempre com o que há de mais inovador no mercado para nosso segmento, como aparelhos que podem detectar escapamentos de gás (explosímetros) e manipulação de ordem de serviço digital. Nosso foco está na prestação de serviços que proporcionem conforto e segurança para os clientes, sempre com um olhar atento para a qualificação e o bem-estar de nossos profissionais”, completa.

Vanda Araújo também conta que conseguiu interromper um acidente de vazamento de gás. “Isso foi evitado pelo controle nas contas de gás, além de cheiro próximo às unidades. Chamei a Naturgy para vistoriar e, assim, evitei um vazamento enorme. Infelizmente, as tragédias acontecem por pessoas que não querem ter o gasto necessário, por vaidade de não cortar a porta, uma vez que vai mexer no embelezamento do local. Afinal, estamos falando da vida de cada morador e a responsabilidade é de todos os envolvidos”, conclui.

 

Serviço:

OTN Gás
(21) 99988-7900
otn-servicos-de-gas.negocio.site

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