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Xeque-mate na bandeira vermelha

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Saiba como economizar com energia solar diante da crise energética que provoca aumento nas contas de luz

 

“Apague um ponto de luz agora.” A frase, dita pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2021, atesta que a crise hídrica que assola o Brasil é gravíssima. A seca, considerada a mais severa em 91 anos, preocupa brasileiros de forma geral, já que os níveis de água dos reservatórios estão cada vez mais baixos e algumas hidroelétricas podem até parar de funcionar. O cenário remonta ao ano de 2001, quando apagões e racionamento marcaram o período. E se todos estão preocupados com as altas das contas de luz, que operam constantemente na bandeira vermelha, diga-se de passagem, os síndicos também buscam soluções para o momento de crise. Uma das saídas é apostar em novas formas de energia. E a solar é uma delas.

Paulo Coutinho Filho, diretor comercial da Rio Solare, diz que os constantes aumentos na conta de luz impulsionam o uso da energia que vem do sol. “Hoje, com o final da pandemia, o mundo está vivendo um período altamente inflacionário. Veja o exemplo das commodities (milho, feijão etc.) com a volta do consumo × pouca produção. Além disso, o Brasil tem uma demanda reprimida de 30 anos de energia”, explica.

O síndico profissional Paulo Ribeiro é diretor da Seleto Síndicos Profissionais, que atua em 41 condomínios. Ele revela que, bem antes dos aumentos da tarifa de luz, já havia a preocupação de utilizar uma fonte de energia limpa e renovável. “A energia solar contribui para a preservação do meio ambiente, além de valorizar o condomínio e seus imóveis, tornando-os sustentáveis”, afirma ele, acrescentando que entre os anos de 2011 e 2020 a energia subiu 96%, bem acima da inflação. “Isso sempre nos deixou em alerta para a procura de energia mais barata e eficaz. Logo, estamos trabalhando com energia solar já faz dois anos, e implantamos o sistema em seis condomínios, com o aval obtido em assembleias, quando falamos da economia gerada”, explica.

Segundo Paulo Coutinho Filho, da Rio Solare, a geração da própria energia solar proporciona um upgrade do condomínio. “Optar por esse tipo de fonte de energia possibilita uma melhoria no nível de vida dos moradores, dessa forma, é possível manter as luzes das escadas acesas, ter uma piscina com aquecimento e elevadores funcionando 24 horas por dia. Ou seja, a economia gerada pela autossuficiência de luz reinjeta o dinheiro que seria gasto e ainda sobra no caixa. A geração remota de energia solar já é uma realidade”, afirma ele, dando o exemplo de duas fazendas fotovoltaicas que geram energia: “Uma em Valença e outra em Seropédica, ambas no Rio de Janeiro. A de Valença, por exemplo, produz energia para a sede da fazenda mais seis casas de vaqueiros e um grande escritório de advogados no Centro do Rio. Toda a energia é gerada a 170 km do local.”

 

Custo acessível

 

Se o medo da conta de luz faz parte da vida dos síndicos, é comum que o fato de mudar de fonte de energia ainda seja um tabu. Principalmente porque muitos pensam que adquirir energia fotovoltaica é algo extremamente caro. Porém, o síndico profissional Ribeiro acaba com esse mito. “Atualmente, o investimento é bem flexível, pois pagamos com a economia gerada da conta de luz para o fornecedor ou a financeira. Antes, tínhamos uma conta de energia (Light) na ordem de R$ 110 mil por mês; hoje pagamos 20% menos e estamos obtendo nosso equipamento para produzir energia. Dependendo do telhado, da estrutura para ancorar as placas e do tipo de equipamento a ser utilizado, o retorno do que foi gasto ocorre entre três e cinco anos”, conta ele, que teve uma despesa de R$ 2 milhões num prédio comercial com 600 salas localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. “Porém, já fizemos outros, que estão em projeto final, entre eles um com 180 apartamentos, também na zona oeste da cidade”, completa.

O empresário da Rio Solare informa que, para quem pretende investir em energia solar, existe financiamento bancário com incentivo do Governo Federal. “É uma forma de adquirir energia renovável com taxas subsidiadas, que incluem os condomínios. Portanto, não há necessidade de investimento por parte do cliente. Assim, é possível fazer a substituição de um gasto por um investimento num ativo que tem previsão de vida útil de mais de 25 anos, gerando a própria energia”, orienta.

Por outro lado, ter uma consultoria que entenda do assunto à disposição é fundamental. O síndico Ribeiro conta que já teve vários casos, mas ele destaca um condomínio com telhado suficiente para gerar toda a energia gasta. “Entre projeto e instalação, levamos sete meses, contratamos um consultor de energia solar. Isso foi antes de entrar pedindo apenas cotações para que tivéssemos um projeto com a nossa real necessidade. Foi um sucesso”, relembra.

E como funciona?, você deve estar se perguntando. O especialista da Rio Solare diz que a unidade fotovoltaica do condomínio vai gerar energia para cada relógio da companhia de energia instalada no local. “Geralmente é um relógio ou, no máximo, cinco. A medição é a mesma e toda a área comum será coberta pela geração. Ou seja, todo mês será feita a conta de energia solar gerada × consumo de energia, o condomínio continuará pagando o serviço de uso da ‘linha de transmissão’ da companhia de energia, o que hoje está por volta de R$ 100 por relógio de medição, e a taxa de iluminação pública municipal”, informa.

Nos condomínios administrados pelo síndico Ribeiro, o sistema funciona por meio de um aplicativo que mostra a geração de energia e o consumo. “Durante o dia, captamos mais energia e acumulamos para gastar à noite. Nosso abastecimento opera como se fosse uma conta-corrente, na qual estou gerando X energia durante o dia. Em seguida, essa energia entra na rede da Light e tenho esse crédito para poder utilizá-la nos próximos cinco anos. E, se faltar, posso comprar energia usando a da própria Light, e o crédito que sobrar fica armazenado”, explica ele, cujo sistema abastece 100% das áreas comuns do condomínio.

Paulo Coutinho Filho destaca que a Rio Solare oferece uma solução completa. “Ela se chama Turn Key. Por meio desse recurso, realizamos desde o dimensionamento do projeto, a viabilidade financeira e a aquisição de material até a instalação, o relacionamento com a distribuidora de energia local, o monitoramento e a manutenção. Repito: o investimento é zero”, afirma. Na lista de vantagens, ele enumera: “Zero de entrada e investimento; prestação abaixo da conta atual de luz; reforço financeiro imediato no caixa com dois meses de carência; prestação livre de taxas como bandeiras vermelha e amarela; valor agregado ao imóvel ou fundo de negócio; usina solar pronta e quitada no final do pay back; economia de 95% na conta de luz”, comemora.

Eduardo Furtado, sócio-diretor da Rentel – Soluções Inteligentes, reafirma que gastos iniciais não são mais necessários para os condomínios que querem adquirir o sistema de energia solar: “Hoje em dia já existe linha de crédito para condomínios com taxas interessantes em que a parcela do financiamento se equipara à economia gerada. Assim, o condomínio fica livre de qualquer descapitalização e cota extra. Na verdade, é o único sistema que gera recursos (dinheiro) e se paga automaticamente.”

Outro mito que o empresário desfaz se relaciona com a falta de espaço para adotar o sistema solar. Segundo ele, condomínios com ou sem espaço para a acomodação de placas podem instalar o sistema. “Cada célula tem, em média, 2m² e pesa em torno de 24 kg. Há outros fatores que implicam a boa produção de energia: posição para onde as células estão apontadas, sombreamento… Tudo tem que ser visto e calculado para que o cliente não fique na expectativa de um serviço e receba outro.”

Segundo o sócio da Rentel, a principal utilização de um sistema de energia solar em condomínios é para desonerar a conta de energia elétrica composta por elevadores, portões de garagem e áreas comuns. “Um exemplo prático é nos basearmos em uma conta de energia trifásica de condomínio que consome em torno de 650 kWh por mês.

Se abatermos a tarifação de 100 kWh (tarifa básica do sistema trifásico), teremos, em média, 550 kWh para economizar. Se convertêssemos, de forma básica, 550 kWh, teríamos em torno de R$ 605 de economia/mês. A economia anual seria aproximadamente R$ 7.260. Imagina quanto se economizaria em 25 anos, o tempo de vida útil dos painéis?”

Furtado finaliza chamando a atenção para a necessidade de ter um suporte responsável quando necessário. “É fundamental solicitar esse tipo de serviço a empresas sólidas e responsáveis, pois não adianta ter garantias longas e não ter assistência quando se precisa.”

 

Serviços:

Rio Solare
(21) 3030-3712 (zap)
[email protected]

Rentel – Soluções Inteligentes
(21) 2547-2728
rentel.com.br

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