Por CIPA
Em 23/07/2018
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A indicação é comprometer entre 20% e 25% do salário com o financiamento do imóvel

Com casamento marcado para fevereiro, Ricardo Guimarães, de 25 anos, e a noiva, Aline Caetano, de 24, se preparam para adquirir o apartamento próprio. Juntos, o fotógrafo e a contadora conseguem economizar entre R$ 1.500 e R$ 2.000 mensais, e colocam tudo na poupança. Eles optaram pela tradicional caderneta por não conhecerem outras aplicações e também por receio de acabar perdendo dinheiro. O que já conseguiram juntar deve ser suficiente para uma entrada de entre 30% a 40% do valor do imóvel com cerca de 100 metros quadrados que desejam.

— Nós preferimos guardar no que já conhecíamos, bem feijão com arroz. Mesmo sabendo que a margem de rendimento é quase nenhuma, ainda era mais seguro do que guardar o dinheiro em casa — disse Guimarães, afirmando que desde que decidiram comprar o imóvel, deixaram de gastar com supérfluos.

Na avaliação de Carlos Eduardo Costa, consultor de educação financeira do banco Mercantil, o jovem casal acerta ao já saber as características do imóvel que deseja. No entanto, como vão financiá-lo, o ideal é buscar um bem que atenda às necessidades atuais dos dois, e que pode ser mais em conta. Isso permitiria uma entrada maior e, consequentemente, um empréstimo menor.

— Não vai ser um imóvel para a vida toda. Se o casal não tem filhos, não precisa buscar algo de três quartos, por exemplo. Quanto menor o imóvel, menor o valor a ser financiado, menor o gasto com juros. E mais rápido ele será quitado — explica o consultor.

Nessa fase de busca pelo imóvel, ele recomenda a visita a diferentes bairros, verificando se eles têm a estrutura adequada para a necessidade de cada família (transporte público, comércio etc.). Também é importante pesquisar as condições de financiamento no maior número possível de bancos.

Marcelo Milech, especialista pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), lembra que é também importante avaliar qual será o comprometimento de renda. De forma geral, os bancos dão financiamento para um limite de até 30% da renda. No entanto, ele afirma que o ideal seria limitar esse comprometimento a uma fatia de no máximo 20% ou 25% do salário. Isso porque é natural que surjam outros compromissos financeiros.

O quanto poupar ao mês para atingir o necessário para a entrada no imóvel, ou até mesmo a compra de 100% dele, irá depender da capacidade de poupança de cada família ou individuo.

— Quanto mais ele conseguir juntar, mais rápido ele atingirá a quantia necessária. Esse tempo vai depender da disponibilidade e esforço de cada um em se organizar e cumprir essa meta — disse, lembrando que nessa fase de acúmulo é preciso escolher a aplicação financeira de acordo com o horizonte da compra do imóvel.

Para os especialistas, o casal tomou a decisão correta ao buscar uma aplicação segura e de alta liquidez, ou seja, que permite o resgate a qualquer momento. No entanto, eles poderiam encontrar outras opções com essas características que são mais rentáveis que a poupança, que neste mês está rendendo 0,37% e não tem incidência de Imposto de Renda (IR) sobre os ganhos

Felipe Bevilacqua, gestor da Levante Investimentos, lembra que, para o curto prazo, uma opção melhor são os títulos do Tesouro atrelados à taxa Selic, que atualmente está em 6,5% ao ano. Mesmo já considerando as taxas envolvidas, incluindo o IR, paga um pouco mais de 0,40% no mês. Outra possibilidade são os fundos DI, que aplicam em títulos públicos e também podem garantir uma rentabilidade líquida pouco superior à poupança, mas precisam ter taxas de administração de no máximo 0,5%.

— Como o dinheiro será utilizado no curto prazo, é preciso deixar o dinheiro aplicado em uma opção segura. Para quem pode esperar, há mais opções para proteger essa formação de patrimônio — avalia Bevilacqua.

Para quem tem um prazo maior para juntar o dinheiro para a compra do imóvel, o melhor é abrir um pouco a mão da liquidez e buscar aplicações com prazo de vencimento para ganhar mais. Os títulos do Tesouro atrelados à inflação (pagam juro fixo mais IPCA) são os mais indicados, mas o de prazo mais curto disponível vence em 2024. Para quem pretende usar os recursos antes disso, a opção são os prefixados, que tem papéis vencendo em 2021.

E para quem busca um pouco mais de risco, parte dos recursos pode ser aplicada em fundos multimercados, que investem em ativos diversos (juros, ações, títulos públicos) e podem garantir rendimento um pouco maior.

Fonte: O Globo

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