Por CIPA
Em 31/01/2020
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Há cinco anos, o chefe de cozinha Antônio Carlos De Luca, de 44 anos, era eleito síndico e assumia a administração do condomínio onde morava com a família, após uma votação em que nenhum dos vizinhos quis ocupar a função. Era difícil dimensionar o tamanho do desafio de comandar um condomínio semelhante a um clube, com quase 500 unidades habitacionais. A experiência, porém, mudou o rumo da carreira de Antônio Carlos, que se tornou síndico externo responsável pela gestão de oito prédios com os mais diversos tamanhos. Ele viu sua renda crescer 60% neste período, com dedicação exclusiva:

— É uma função que mudou minha vida, e não me vejo mais fora dela. Além de todo o conhecimento técnico, fiz diversos cursos e me dedico à gestão de pessoas.

A trajetória profissional de Antônio Carlos tem se tornado cada vez mais comum. O que tem seduzido boa parte dos síndicos externos é a expectativa de remuneração — que varia, em média, de 1,5 a 2,5 salários mínimos por condomínio — e o potencial de empregabilidade. Dados do Secovi Rio mostram que há 29.979 condomínios na cidade do Rio, mas nem a metade com administradora responsável.

Além disso, somente 616 condomínios têm síndicos externos, sendo 344 profissionais, com formação específica. Por isso, trabalhadores com diferentes formações estão abraçando a função que, por muitos anos, foi sinônimo de dor de cabeça e aborrecimento. Por isso, o perfil do síndico vem mudando rapidamente:

Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, a demanda por essa atividade tem crescido na esteira do aumento da complexidade da gestão dos condomínios, que hoje oferecem cada vez mais serviços e abrigam um maior número de moradores, com orçamentos cada vez mais robustos.

Segundo ele, uma das vantagens do síndico externo é a capacidade de gestão especializada das finanças e uma visão imparcial das questões envolvendo os moradores. Para o especialista, ao contratar o síndico, a administração deve ficar atenta aos custos extras, além de cobrar uma otimização dos recursos financeiros.

— Em alguns prédios, o síndico morador fica isento da cota condominial e, neste caso, esse valor pode se aproximar bastante de um síndico externo. Uma administração assim, no primeiro ano de gestão, pode pagar o investimento que os moradores fizeram (custo salarial), por meio da economia de recursos com pessoal, energia, água, obras e manutenção, entre outros itens. O conhecimento especializado em gestão faz muita diferença — opina Schneider.

Depoimento: ‘Acabei mudando de profissão e ganho mais’, Marcos Moreira, síndico externo, de 56 anos

Eu era representante comercial e acabei assumindo como síndico morador do meu prédio porque, onde resido, ninguém queria ser síndico. Eu tratava a administração com carinho, zelo e transparência. Fui sendo reeleito. Foi aí que descobri a paixão pelas gestões financeira e de pessoas e senti que deveria me capacitar na área. Eu percebi que existia ali uma grande oportunidade de carreira e consegui aumentar a minha renda mensal em mais de 50%, com a nova atuação. Hoje, eu administro dez condomínios entre os bairros de Recreio, Barra da Tijuca, Leblon e Laranjeiras.

 

FONTE: JORNAL EXTRA

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