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Obras: não deixe para amanhã o que deve ser feito hoje

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Momento inspira cuidados, especialmente com gastos, mas os síndicos não podem deixar responsabilidades urgentes para depois

“A pandemia da Covid-19 veio para transformar o mundo em que vivemos.” Essa frase tem sido amplamente divulgada, seja pela mídia especializada, seja pelas redes sociais. Em um condomínio, não poderia ser diferente. Enquanto o medo da doença que se espalhou pelo mundo com início na cidade de Wuhan, na China, cresce a cada dia, síndicos e empresas de engenharia tentam se adaptar ao momento delicado pelo qual o mundo está passando. Principalmente os que estão com obras em andamento. Para se ter uma ideia da complexidade do assunto, o Rio de Janeiro decretou uma lei autorizando síndicos a proibir a realização de obras e/ou reparos não emergenciais em áreas comuns e unidades privativas enquanto perdurar a pandemia. A Lei 8.808/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Executivo no dia 11 de maio de 2020, prevê a proibição de serviços realizados em áreas comuns como dentro dos apartamentos, permitindo que sejam realizados apenas serviços que não interrompam o fornecimento de água, não causem perturbação ou transtorno aos vizinhos e não aumentem o deslocamento de pessoas nas áreas de circulação dos prédios. Obras emergenciais poderão ser realizadas, mesmo que cessem temporariamente o fornecimento de água, desde que a interrupção seja comunicada com antecedência aos condôminos. Isso inclui somente obras relacionadas com encanamento, parte elétrica, vazamento de gás e obras estruturais. O resto, cartão vermelho!

A síndica Sandra Maria Granha Costas Salles está com uma obra em plena pandemia. Ela, que comanda o Condomínio General Ayrosa, de 44 unidades, na zona norte carioca, conta que começou uma obra na fachada em dezembro do ano passado. “Não tinha como eu parar a obra, pois a quarentena foi decretada em março. A fachada estava com vários pedaços caindo, com a ferragem exposta. Entendo o lado do morador que não queria a obra, principalmente por ter pessoas estranhas circulando pelo condomínio ou por conta do barulho causado. Mas estamos tomando todos os cuidados possíveis para que tudo saia da melhor forma”, diz ela, que orientou todos os funcionários que atuam na obra, quatro, no total, a lavar o rosto e as mãos até os cotovelos com frequência, além de cada um ter o próprio álcool gel. “Pensando no bem comum, ainda disponibilizamos álcool gel na portaria e colocamos um comunicado no elevador, que é higienizado duas vezes por dia”, completa. 

Outra dificuldade enfrentada pela síndica foi o fato de ter de entrar na varanda de cada apartamento para fazer a vistoria necessária para a realização da obra. Das 44 unidades, nove não autorizaram a entrada do engenheiro responsável para fazer o procedimento. “Não podemos obrigar os moradores. Mas precisamos entrar na varanda para que eu receba a garantia do serviço, entende? Entra somente uma pessoa, de máscara, descalça e com álcool na mão. Tem de tirar o toldo para verificar tudo direitinho, ver se está ou não em bom estado. Isso não leva mais de um minuto e meio. Para que a obra seja concluída, dependemos da colaboração de todos”, afirma ela, que ainda tenta negociar a entrada do profissional em nove apartamentos. 

Eduardo Fanurio Mataranga Teixeira, engenheiro civil e sócio da Matarangas Engenharia, é responsável pela obra do condomínio de Sandra. Ele diz ser a favor de executar obras emergenciais. E para que tudo corra bem, orientação é a palavra de ordem. “Esse período tem sido um momento de reflexão e de grande preocupação, haja vista a gravidade e o avanço da pandemia, que vem trazendo danos irreparáveis, com perdas materiais e de vidas, o que é mais importante. Em primeiro lugar, estamos orientando todos os síndicos que estamos trabalhando normalmente e adotando medidas como o uso de máscara durante a jornada de trabalho, material de limpeza e álcool gel para os funcionários, para que não haja a disseminação do vírus”, diz. 

Mesmo com uma obra em andamento, a síndica foi obrigada a adiar outra, que também deveria ter começado no fim de 2019. “Essa obra em andamento já estava prevista com cota extra desde dezembro. A outra, referente à prevenção de incêndio, seria autorizada em março, mas como não teve assembleia não consegui incluir no fundo de reserva. Espero que em julho consiga incluir para solicitar o ressarcimento da fachada e dar início a ela. O problema é que se acontecer algum acidente, se um incêndio ocorrer, por exemplo, vão querer saber por que a mangueira estava furada, por que a obra não foi feita antes. Entretanto, ao mesmo tempo, questionam por que tem de fazer obra na pandemia. A resposta é: algumas obras simplesmente não podem esperar”, afirma a síndica, que em um ano de gestão ainda não conseguiu fazer nenhum tipo de embelezamento no condomínio. 

Para Carlos Vinicius, engenheiro civil da Kor Construção e Manutenção Predial, não é o governo quem deve decidir se a obra poderá ou não ser realizada. “Quem deveria dar o aval ou parecer técnico é o engenheiro da área; deveria ser como na medicina, às vezes, o cliente não sabe se é uma situação de emergência: pode ter um reboco caindo, uma pequena infiltração que está sobre uma casa de máquinas, por exemplo, o que pode afetar os circuitos elétricos e eletrônicos dos equipamentos. Em momento nenhum o governo poderia estipular o que é emergencial ou não; o síndico deveria decidir isso em comum acordo com um engenheiro, porque é um parecer técnico que deve ser dado de acordo com o dano encontrado”, opina. 

Para a síndica Renata Barreto Dourado, que há dez anos está à frente do Condomínio Edifício Coronel Picanço da Costa, um residencial de 48 unidades na zona sul carioca, o momento não é de fazer obras. “Não podemos expor o prédio a funcionários que moram em comunidades e usam transporte público lotado para chegar ao condomínio. Não sabemos como está o controle do novo coronavírus nesses locais. No momento, não vou fazer nenhuma obra. E com todo mundo em casa o orçamento aumenta, né? Temos de parar tudo. E o governo deve fazer a sua parte. Temos de ter paciência e nos ajudar”, opina a síndica.

 

Como síndicos e empresários do ramo aprenderam a lidar com as finanças em tempos de pandemia 

Outro problema enfrentado pelos síndicos durante a pandemia são as finanças. Sandra afirma que a inadimplência aconteceu no condomínio no qual é síndica. “Mas confesso que esperava que fosse bem pior. Logo que isso começou, a maioria atrasou sim, mas depois pagou. Só fechei o mês com uma unidade que não pagou. É um momento delicado, temos que apertar o cinto, e já estou usando o fundo de reserva. Em breve terei também que aumentar a cota condominial, visto que, por conta disso, ainda não teve reajuste”, afirma Sandra, que ainda está pagando a parcela da obra referente à fachada. “São oito parcelas, estou na terceira ainda e usando o valor que entra no fundo de reserva do mês, que varia de acordo com os atrasos das mensalidades do condomínio.” 

Para o engenheiro da Kor, o período de crise é um bom momento para se adaptar. “Olha, ficou ruim para todo mundo, mas temos de nos ajustar. Estou realizando quatro obras, todas com medidas de segurança: os funcionários usam álcool gel, EPIs e máscara e evitam transitar dentro do condomínio”, explica ele, que, por enquanto, não tem enfrentado problemas em relação a recebimentos. “O fato é que tem condomínio que tem fundo de reserva, outros não. Na minha opinião, todos os condomínios deveriam ter um fundo de reserva para, numa situação de emergência, não ter de emitir cota extra. Isso seria fundamental para também lidar com a inadimplência habitual de alguns condôminos”, completa.

O engenheiro civil da Matarangas diz que possui um bom relacionamento com os síndicos e, por isso, está sempre aberto a negociações em caso de dificuldade financeira no caixa do condomínio. “Todos nós estamos no mesmo barco. Assim, cada caso é estudado para que seja viabilizada uma renegociação do saldo devedor. Desse modo, todos os lados se beneficiam. Neste exato momento, as obras emergenciais devem estar em evidência, como as que caíram em exigência no laudo de autovistoria, por exemplo. Somente em um próximo momento o síndico deve pensar na revitalização de portarias, corredores, demarcação de vagas”, diz Eduardo, acrescentando que a Matarangas Engenharia facilita o parcelamento em até 36 meses.

E nem mesmo a crise causada pelo problema sanitário influi em mudanças como a substituição de material mais barato, por exemplo. O engenheiro Carlos Vinícius, da Kor Construção e Manutenção Predial, é categórico: “De jeito nenhum, a empresa não trabalha com similar. Por isso mesmo especifico tudo na proposta, todo o material que vai ser usado. Gosto de trabalhar com segurança e o barato sai caro, principalmente nessa área de tintas. Para você dar garantia de um trabalho, tem que usar bons produtos. É um grande erro utilizar material de segunda e correr o risco de ter de refazer o trabalho”, dispara ele, que está satisfeito com o resultado alcançado. “Nunca nenhum síndico pediu substituição de material. E se tomassem essa atitude, eu não estaria de acordo. Minha empresa trabalha com seriedade, por isso não perdemos nenhum condomínio até hoje. Cobramos um preço justo e, sem dúvida, a melhor maneira de cultivar o cliente é construir uma relação de transparência”, adiciona.

Eduardo Mataranga, engenheiro civil da Matarangas Engenharia, concorda: “Sempre trabalhamos com os melhores produtos do mercado. Sabemos que, em razão do momento atual, devemos procurar formas de nos reinventar. Em relação aos materiais, sugerimos buscar os que estejam de acordo com as NBR e com o Inmetro”, finaliza.

 

Serviço 

 

Matarangas Engenharia
(21) 2436-6799
https://www.matarangasengenharia.com.br/

 

Kor Construção e Manutenção Predial
(21) 2225-2591
[email protected]

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