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Quando o elevador é o alvo

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Imprudência, negligência e mau uso do equipamento causam prejuízos

Em março de 2023, um elevador com 11 passageiros despencou um andar em Maceió, fazendo com que os passageiros tivessem que forçar a porta para sair, o que ocasionou em feridos. O caso teve destaque na imprensa e comprovou que o mau uso do meio de transporte – ele estava acima do limite de peso permitido – pode causar acidentes graves. 

Mas esse não é o único motivo de danos ao elevador. Além de ultrapassar o número de pessoas permitido, atos como depredação, segurar portas, apertar vários botões ao mesmo tempo, jogar água ou passar álcool gel nos circuitos podem prejudicar seu uso e causar, ainda, prejuízos à saúde financeira do condomínio. 

“Muitas pessoas usam o elevador de maneira equivocada: colocam excesso de peso de compra de mercado, transportam entulho, o que pode amassá-lo, causando ranhuras, quebra de subteto e botões. Sem contar que alguns adolescentes costumam pular dentro do elevador, acionando seu circuito de segurança. Isso causa danos e prejuízos para o condomínio”, afirma Aristides Barbosa, engenheiro de produção com MBA em gerenciamento de projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV), professor no curso de montagem e manutenção de elevadores da Fundação de Apoio à Escola Técnica, Ciência, Tecnologia, Esporte, Lazer, Cultura e Políticas Sociais de Duque de Caxias-RJ (Fundec-RJ) e consultor de negócios da Elevadores Ideal. 

Para casos de excesso de peso, o engenheiro indica que seja instalada uma célula de carga na máquina. “Esse tipo de opcional monitora o peso, e, quando o elevador atinge 80% da carga, não funciona. Ele é instalado na cabine e nos cabos de tração. Se o peso ultrapassar o permitido, o elevador nem fecha a porta e pede para que uma pessoa saia da cabina”, explica Aristides Barbosa.

O síndico profissional e empreiteiro Fernando Fuzer Dias Martins vivenciou uma situação parecida com a queda do elevador de Maceió. Em um dos condomínios que administra, o Condomínio Maria Eugênia, com 41 unidades e um elevador, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o excesso de pessoas fez com que o elevador fosse até o subsolo e travasse. Diante disso, ele reforça que a manutenção mensal deve estar em dia, bem como as inspeções exigidas anualmente. “É necessário anotar qualquer sinal de irregularidade, por menor que seja. Se o elevador é velho e necessita de atualização e/ou modernização, faça-as. É caro, mas vale a pena”, diz.

Mesmo diante de tantos problemas causados pela imprudência humana, Aristides, consultor de negócios da Elevadores Ideal, afirma que o que mais prejudica o elevador é quando ocorre uma quebra de porta de pavimento ou, ainda, um amassamento dos trilhos que movem as portas. “Isso faz com que o elevador fique dias parado, até mesmo semanas, para que seja feito o reparo. Por isso o usuário vai ficar sem usá-lo por bastante tempo, pois tem a questão de perícia da empresa. Leva tempo para se descobrirem os responsáveis pelos danos, além do que, pode ser preciso uma assembleia para aprovação do orçamento. Afinal, estamos falando de altos valores a serem discutidos e aprovados”, comenta o engenheiro. 

 

Campanhas de conscientização 

Muitos dos principais danos causados são realizados pelos próprios moradores. De acordo com Aristides Barbosa, alguns condôminos não respeitam as regras estabelecidas. “Isso faz com que eles fiquem presos dentro do elevador. Por isso, reforço que a gestão precisa sinalizar com veemência esses limites. Mostrar, nos grupos de WhatsApp, vídeos do que pode acontecer de perigoso, caso eles sejam ultrapassados”, alerta. 

Já o gestor de condomínios Fernando Fuzer defende que a liderança do condomínio não tem como gerenciar as decisões das pessoas de passar dos limites. “Chega um momento em que a responsabilidade é mais de quem está usando do que de quem está gerenciando. Mas acredito que informativos, vídeos do que pode acontecer quando se excedem os limites de peso e apresentações nas assembleias ajudam. A informação é tudo”, sinaliza. 

Por outro lado, Aristides Barbosa avisa que os casos de mau uso também devem ser tratados de maneira corretiva pelo condomínio. “Quando dói no bolso, sempre dá mais resultado. O condomínio precisa seguir a convenção e estar embasado na lei, pois uma forma de estancar o mau uso é transferir essa responsabilidade, cobrando multas, seja da empresa, seja do condômino que ocasionou o problema. Com certeza, essa multa vai ajudar na correção e a pagar o prejuízo. E o morador vai tomar mais cuidado”, opina. 

 

Contrato de manutenção de elevadores versus mau uso 

Um dos principais aliados para que o elevador esteja sempre em bom funcionamento é o contrato de manutenção. O síndico Fernando Fuzer diz que a imprudência causada nos elevadores gera desgaste maior e, claro, manutenção também mais cara. No entanto, ele conta que, mesmo com o contrato em dia, foi pego de surpresa por um incidente no condomínio que gerencia, o Condomínio Solar Marques de Queluz, com 41 unidades e dois elevadores, na zona sul carioca. “Um mês depois de decidirmos pela modernização, o motor do elevador social parou e tivemos de realizar o enrolamento do motor. Foi um gasto alto, mas tínhamos o valor para pagar parcelado. Quando o motor estava finalmente pronto e a empresa estava prestes a colocá-lo para funcionar, um dos cabos reguladores se partiu por conta do desgaste já existente. Seria mais um grande custo, mas é aí que entra em cena o pulo do gato. Quando você tem uma empresa de manutenção parceira, consegue negociar essas situações. Valores como esses caíram consideravelmente”, relembra ele, que possui um contrato que cobre tudo. “É mais caro, mas como o elevador é velho e são peças muito caras, fechamos um contrato no qual a empresa é responsável por todo o maquinário e fornecimento de peças (salvo o motor, que está incluso no seguro do prédio, caso o problema seja de dano elétrico). Depois da modernização, mudaremos o contrato, que cairá dois terços do valor atual”, completa. 

Aristides Barbosa explica que existem os seguintes tipos de contrato: o integral, que cobre peças e serviços; o de performance de Service Level Agreement (SLA) de atendimento, que pode tanto bonificar a empresa pelo bom atendimento quanto imprimir sanções pelo serviço não prestado, que vão da demora de atendimento à disponibilidade do equipamento; o parcial, que possui a cobertura de algumas peças; e o de conservação, sem cobertura de peças. No entanto, ele alerta que nenhum dos contratos vai fazer cobertura em relação ao mau uso, a raios, queda de energia, vandalismo e depredação. “Isso seria uma forma injusta para ambas as partes. Por isso o contrato de manutenção de minha empresa é padrão, respeita as normas da legislação vigente. Abrangente, pode ser feito em qualquer local do Brasil. Em todos você conta com o ajuste, a limpeza e a lubrificação do equipamento uma vez por mês, além de assistência técnica 24 horas. O mais complexo cobre as peças principais do elevador, como cabo de tração, polias, vazamentos. Entretanto, ao que o usuário tem acesso com as mãos, não cobre: botões, réguas eletrônicas, ventiladores, subtetos”, finaliza. 

 

Câmeras modernas geram imagens de alta resolução

Uma das principais maneiras de esclarecer quem está por trás de atos que causem danos aos elevadores é o registro de imagens. Por isso, espelhos e câmeras se tornam essenciais como forma de prevenção à imprudência, sendo possível pegar em flagrante delito os responsáveis pelo vandalismo. 

Para Vinícius Boene, diretor de tecnologia do Grupo Pentágono Sistemas de Segurança, o ideal é que o condomínio tenha acesso às imagens por, no mínimo, 30 dias para que, assim, a gestão tenha tempo razoável de autonomia, em caso de necessidade de consulta. “O sistema tem gravação cíclica, de modo que as imagens mais recentes substituam as antigas. As imagens são tratadas e fornecidas pela empresa responsável pela manutenção sempre que solicitado. O equipamento de armazenamento está na sede do cliente ou num servidor, em nuvem”, afirma. 

E mesmo que os espelhos possam intimidar as ações de negligência, Boene explica que eles sempre ajudaram no processo de visualização. “A câmera, com auxílio do espelho, consegue ter uma imagem total do espaço. Porém, com a melhoria das câmeras, ele virou um acessório de elevadores sociais. A câmera em alta definição de protocolo IP é a melhor solução para elevadores, além de ter um ótimo custo-benefício”, indica ele, citando a câmera que oferece imagens em alta definição, que mostram detalhes como tatuagens, traços do rosto ou acessórios. 

Vinícius dá outra dica: os síndicos devem cuidar da manutenção da câmera do elevador. “Trata-se de um trabalho bem específico, pois o elevador está em constante movimento com um cabo que acompanha a câmera. Isso exige mais necessidade de reparo, que deve ser observado pela empresa responsável, trazendo uma logística complexa para a gestão.”

O diretor de tecnologia recomenda ainda que seja adotado o sistema de câmeras sem fio, um avanço tecnológico que tem sido a escolha de muitos condomínios. “Esse tipo de sistema gera uma imagem de qualidade superior e a certeza de que, quando precisar de eventual busca, terá a imagem de fato disponível, além de necessitar de menos manutenção”, detalha.

Por fim, ter uma câmera no elevador é essencial para identificar o que acontece no meio de transporte, evitando, assim, que os responsáveis pelos danos saiam ilesos. “O elevador é um local em que, com uma câmera bem instalada, é inevitável que a face de uma pessoa não seja identificada. Tivemos um evento de uma tentativa de fraude por um entregador. Mas com a câmera no elevador, ele logo foi identificado e levado aos responsáveis”, conta. 

 

Serviço:

Elevadores Ideal
(21) 2501-5124/97121-1319
elevadoresideal.com.br/

Grupo Pentágono Sistemas de Segurança
(21) 99837-3296
pentagononet.com.br
@grupo.pentagono

 

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