Estilo que une estética, economia e sustentabilidade
Um estilo de paisagismo que alia beleza, praticidade e sustentabilidade vem ganhando espaço nos condomínios cariocas: os jardins áridos. Inspirados em regiões de clima seco, esses projetos utilizam plantas resistentes à falta de água e têm como diferencial o baixo custo de manutenção e a durabilidade estética.
De acordo com a paisagista Katia Neves, da Katia Neves Paisagismo, essa é uma tendência que pode ser bem adaptada ao Rio de Janeiro, desde que o planejamento seja adequado. “Um jardim árido é planejado para ter baixa manutenção e baixo consumo de água, sendo ideal para condomínios que buscam economia e sustentabilidade. Sua principal característica é o uso de espécies adaptadas a ambientes com pouca água, como cactos, suculentas, agaves e yuccas. Nesse estilo, usamos muito pouco gramado e muitas vezes o substituímos por pedriscos, seixos ou areia, valorizando cores terrosas e contrastes de formas e texturas”, explica.
A profissional ressalta a importância do preparo do solo. “É fundamental ter uma drenagem eficiente para evitar o acúmulo de água em épocas de chuva. Essas plantas não gostam de excesso de umidade. Com o planejamento certo, é possível, sim, adaptar o estilo árido ao clima tropical úmido do Rio”, aponta Katia.
Entre as espécies indicadas para o Rio de Janeiro, ela destaca: “agave attenuata, agave tequilana, aloe vera, yucca elephantipes, euphorbia tirucalli, espada-de-são-jorge, cactos ornamentais tropicais e até arbustos como o jasmim-manga”.
No Condomínio Residências Georges Bizet, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, o jardim árido é uma realidade. O síndico profissional Frederico Lange compartilha a experiência positiva com a implantação do projeto. “A adoção do jardim árido foi motivada por um conjunto de fatores: buscamos uma solução estética moderna e diferenciada, mas também prática, voltada para a sustentabilidade. Esse estilo reduz o consumo de água e valoriza espécies adaptadas ao nosso clima, evitando desperdício de recursos. O jardim árido passou a compor a área paisagística do condomínio, que foi inaugurado em 1988, há aproximadamente seis anos, e desde então tem se mostrado uma escolha acertada”, afirma.
Segundo ele, os benefícios são múltiplos. “As principais vantagens percebidas são a baixa necessidade de irrigação, a resistência das espécies utilizadas e a durabilidade estética, já que, mesmo em períodos de estiagem, o jardim mantém seu aspecto agradável. Além disso, ele demanda menos insumos químicos e menos mão de obra contínua, representando economia para o condomínio. Outro ponto positivo é que transmite um ar contemporâneo e harmoniza bem com a arquitetura de onde estamos localizados”, descreve.
A manutenção, de fato, é mais simples. “As espécies escolhidas – geralmente cactos, suculentas e plantas resistentes – precisam de irrigação esporádica e podas pontuais apenas para manter o equilíbrio visual e remover as partes secas. Diferentemente de jardins tradicionais, não há necessidade de cortes frequentes de grama, adubação intensiva ou controle constante de pragas. Com isso, o trabalho da equipe da Katia Neves Paisagismo é otimizado. Faço um parêntese aqui para destacar a excelência dessa profissional que tanto nos entrega em sua atuação no condomínio”, reforça o síndico.
Como em todo projeto inovador, no início, houve desafios. “Enfrentamos dois obstáculos principais: a adaptação das espécies ao solo local, que exigiu uma preparação adequada, com drenagem e correção, e a aceitação por parte dos moradores, já que muitos estavam acostumados com jardins mais convencionais, com grama e folhagens abundantes. Com o tempo, ao perceberem os resultados estéticos e econômicos, a aceitação foi crescendo e hoje o jardim árido é bastante valorizado”, relata Frederico.
Além de economia, o paisagismo árido se tornou um elemento de valorização patrimonial. “O jardim árido agrega valor estético e transmite uma sensação de modernidade e cuidado. Ele contribui para que as áreas comuns sejam mais agradáveis, convidando ao convívio e ao bem-estar dos condôminos. Além disso, ao representar economia de recursos e menor impacto ambiental, reforça a imagem de um condomínio consciente e responsável, o que também se reflete na valorização patrimonial das unidades”, conclui o síndico.
Para Katia Neves, a estética é outro grande atrativo. “Esse estilo de jardim é minimalista, mas marcante. Suas linhas são limpas, e as plantas se destacam como verdadeiras esculturas. A presença de materiais inertes, como pedras e cascas, valoriza o espaço. E com iluminação adequada, o jardim se transforma em um espetáculo também à noite”, ressalta.
Assim, os jardins áridos surgem como uma alternativa que alia praticidade, economia e sofisticação, adaptando-se até mesmo ao clima úmido do Rio de Janeiro.
Serviço:
Katia Neves Paisagismo
katianevesjardins.com
(21) 98677-0701 /98191-4972
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