Por CIPA
Em 04/02/2020
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Os meses de janeiro e fevereiro são os mais aquecidos do ano quando o assunto é locação de imóveis residenciais. A rapidez para alugar uma casa ou um apartamento é muito maior neste período. Somente nos primeiros 15 dias do ano, as buscas feitas por candidatos a inquilinos aumentaram 168%, segundo a plataforma de locação “Quinto Andar”, na comparação com a média registrada no ano passado. E os motivos são variados: resoluções de início de ano — ano novo, casa nova —, começo das aulas em escolas e universidades, e temporada de encerramento de contratos vigentes, além da necessidade de reorganização financeira.

Somente na primeira semana de janeiro, o sistema do aplicativo de aluguel registrou 86 mil visitas na capital. A média semanal, normalmente, corresponde à metade: 41.600. Janeiro e fevereiro também foram meses movimentados no setor, em 2019, registrando 69% a mais de visitas agendadas do que em novembro e dezembro.

— Verificamos que a liquidez dos imóveis — a velocidade de locação — subiu 25%. Nos primeiros sete dias do ano, foram 63 visitas por hora, uma por minuto. Cada imóvel apresentou um percentual de 50% mais visitas do que no ano passado — disse Arthur Malcon, gerente regional do Quinto Andar para o Rio.

O fotógrafo Bruno Pavão, de 23 anos, levou 20 dias para fechar o contrato de aluguel de um apartamento de quarto e sala, na região do Pechincha, em Jacarepaguá. Embora o mercado esteja aquecido, ele ainda conseguiu negociar as condições:

— Eu pedi desconto de R$ 80 no valor mensal e o conserto da pia da cozinha. A proprietária aceitou e fechou o contrato.

Segundo especialistas, as negociações estão presentes em 80% dos contratos de locação fechados. Mesmo com aumento da procura, os donos dos imóveis estão propensos a acordos. Para Arthur Malcon, um dos fatores que mais influenciam na velocidade de fechamento do negócio é justamente a precificação correta do aluguel, levando em consideração a localização, as características e conservação do bem, entre outros:

— O aplicativo tem uma calculadora que auxilia o proprietário a propor o preço mais justo, tornando a negociação eficiente. Ele deve observar a localização, o tamanho e a área, a proximidade do metrô, a infraestrutura do condomínio, se aceita pet e se tem varanda gourmet.

Da primeira visita até o aluguel, o militar Rafael Silveira, de 33 anos, levou duas semanas:

— Busquei um novo imóvel porque tomei a decisão de me casar, e foi rápido.

Depoimento: ‘Aluguei meu imóvel em apenas três horas’, Rosilene Neumann, psicóloga, de 66 anos

Fiz um anúncio no aplicativo que teve um grande número de visualizações. Não demorou muito para começarem a chegar as propostas. Aluguei meu imóvel em apenas três horas. Não imaginava que seria tão rápido assim. O apartamento é bem localizado, numa área central, com farto comércio e oferta de transportes. Estava desocupado há um mês, período em que fizemos algumas melhorias. Mesmo com a grande procura, o inquilino ainda conseguiu uma pequena redução no valor do aluguel. Tenho outros imóveis alugados e já conseguiu perceber uma ligeira melhora no mercado imobiliário do Rio.

Aquecimento pode elevar os preços

Com o aumento da procura, a perspectiva do mercado imobiliário é que o aquecimento do setor comece a se refletir no preço do metro quadrado para aluguel. A variação observada no valor de locação dos imóveis do Rio foi de uma alta acumulada de 1,47%, em 2019, segundo o índice FipeZap — que monitora o setor em 25 cidades do país. O preço médio do metro quadrado, segundo o indicador, fechou o ano passado em R$ 30,65.

O bairro do Leblon tem o maior valor de locação: R$ 58 por metro quadrado. Os mais baixos são os de Vaz Lobo e Praça Seca, na Zona Norte — R$ 12,20 e R$ 13,05, respectivamente.

— O aluguel realmente está com uma procura bastante alta, e precisamos esperar os primeiros meses para analisar com mais profundidade o que vai ocorrer com os preços a partir de agora. O fato é que o valor da locação caiu muito nos últimos sete anos, e voltamos a patamares de 2011. Ou seja, o preço do aluguel, hoje, é o mesmo daquele praticado em 2012 — ressaltou Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.

Ele lembra ainda que, neste período, o mercado de aluguel por temporada movimenta os negócios imobiliários no Rio.

FONTE: JORNAL EXTRA

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